Eduard Folch, Presidente da Allianz, foi o convidado do Bate Bola com Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, nesta segunda-feira 10/08. Em uma conversa descontraída, o executivo contou um pouco da sua história, sua chegada na Allianz e a aquisição da SulAmérica Auto RE.
De origem Catalão, o executivo contou que ser o executivo de uma empresa como a Allianz é um desafio. “Minha esposa e filha aceitaram o desafio e estamos muito felizes. A recepção foi muito calorosa”, revelou.
Ele disse que teve desafios desde que assumiu a companhia em janeiro de 2017 foi o de conhecer a cultura e a comunicação.
“Quando você é CEO quer que sua mensagem e preocupações cheguem nas pessoas. A língua é o veículo, mas precisam outras coisas. Então, o primeiro desafio, era de encontrar o jeito de se comunicar”, revelou.
Folch contou que conseguiu gerar a confiança no time para que eles dissessem quando ele estava errado. “Muitas vezes as pessoas perguntavam tem certeza que você queria dizer isso?”, recorda.
O executivo também destacou a importância de atuar no país. “O Brasil é um país multicultural. É um desafio que precisa ser entendido e o mercado segurador é muito competitivo. Os corretores fazem um grande trabalho. É um mercado pequeno para o tamanho do país. É um país que tem muita oportunidade de crescimento”, descreveu.
Em julho, a Allianz concluiu a compra da SulAmérica Auto Re, foi um marco para estratégia da companhia. “Estamos sempre olhando oportunidades e ela surgiu. A primeira reflexão que fizemos era que o modelo habitual no mercado brasileiro era transferência de carteira. Eu disse para os alemães que era melhor comprar a companhia inteira”, revelou.
Folch contou que a compra trouxe tudo: tecnologia, pessoas. “300 pessoas da área comercial da SulAmérica estão sendo mantidas. A compra trouxe tudo, fornecedores, imóveis, isso faz e dá uma confiança que a transação está feita para manter essa confiança”, afirmou.
O executivo contou que sentiu confiança quando, mesmo com a pandemia, a Allianz recuperou o número de cotações que tinha antes. “Isso queria dizer que o corretor queria trabalhar em home office e o negócio não ia parar por causa da pandemia. Os corretores seguiam confiando no grupo Allianz”, ressaltou.
Ele revelou que no mês de julho, a companhia registrou crescimento em auto como um todo. “Melhor prova da confiança do corretor em nós”, reforçou.
Folch também ressaltou sobre a importância da estrutura da companhia. “O primeiro passo era escolher bem as pessoas, ter o melhor time e conseguimos formar um time forte dentro da empresa. Temos a combinação de um cara que tem 40 anos de empresa e um que não tem 40 anos de idade”, disse.
Sobre o comportamento na pandemia, o executivo disse que antes, não só no Brasil, mas em outros países também, “tínhamos a cultura da visita presencial. Hoje, o corretor se adaptou a reuniões virtuais, é mais produtivo, mais eficiente. Todos nós trocamos essa mentalidade e vai ser bom para o setor”, aposta.
O presidente da Allianz avisou que os colaboradores devem continuar em home office. “Só voltaremos ao escritório quando as condições estiverem boas. A companhia está protegendo as pessoas e home office virou o novo normal”, ponderou.
Folch disse ainda que está sendo analisado que futuramente o trabalho seja desenvolvido 40% no escritório e 60% home office. “O contato humano, a socialização no escritório tem um valor. A criatividade é mais rica quando trabalhamos no escritório. A Allianz está trabalhando em um modelo híbrido”, revelou.
Ele afirmou ainda ter confiança no crescimento econômico, no crescimento do Brasil e na recuperação economia. “O corretor vai continuar a ter papel protagonista nos próximos anos. Eu acho que estamos em momento delicado, mas acho que o futuro é promissor. Os corretores continuaram confiando na Allianz durante a pandemia”, destacou.
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