O criador da Escola das Emoções, José Pedro Vianna, participou de uma live no Instagram com a administradora, estrategista e facilitadora de processos emocionais, Natasha Franzen, na tarde de sábado, 04 de junho. Vianna e Natasha dialogaram sobre a importância das emoções nas relações profissionais. Além de ser graduado em Administração e atuar como administrador do escritório Agrifóglio Vianna Advogados Associados, Vianna também possui formação em biopsicologia, yoga e meditação.
Já no início do bate papo virtual Vianna explicou que tem procurado conectar mais o segmento corporativo com a área holística e integral. “Durante minha formação na área terapêutica, constatei que todos os processos psicológicos acabavam passando pelas emoções”.
Diante dessa percepção a Escola das Emoções promoveu cursos para que as pessoas pudessem se expressar e libertar suas emoções reprimidas em um ambiente seguro e acolhedor. “Depois de certo tempo, também fomos procurados por empresas que manifestaram seu interesse. Um aspecto preponderante de nosso trabalho foi o de olhar para as emoções através de uma comunicação não violenta”.
De acordo com Vianna as emoções são mensageiras de necessidades. “É preciso retirar os rótulos emocionais de que é errado sentir raiva, medo e tristeza. A emoção não deve ficar contida”.
Ele também disse que existe uma cultura em nossa sociedade de que o ser humano em sua vida particular é um tipo de pessoa e no trabalho é outra. “Isso é algo complicado, pois pressupõem que no ambiente profissional nós precisamos criar personagens para o dia a dia. Sabemos que as coisas não funcionam assim, pois somos uma pessoa o tempo todo. Quando empurramos nossas emoções para debaixo do tapete elas se manifestarão de alguma forma”, afirmou Vianna. Natasha ressaltou que as emoções funcionam como o agente catalisador que leva as pessoas a agirem. “Elas são aquilo que nos motiva a fazer algo”.
Para abordar a temática do encontro virtual, Natasha fez um resgate histórico relembrando de que forma o ser humano construiu a ideia de trabalho. Segundo ela, a motivação para o trabalho foi baseada no medo. “Em épocas passadas os temores das pessoas eram sobre a falta de alimento e a conseqüente morte pela fome. Diante desse contexto o homem acabou por enxergar o trabalho como algo necessário para a sobrevivência”, disse. Na opinião de Natasha a humanidade precisa elaborar essa visão de outra forma. “Temos potencial de ressignificar as relações de trabalho. E isso pode ser feito pela necessidade de subsistência ou movido pelo direito de produzir e se expressar”.
Para Vianna, o processo de ressignificação das relações de trabalho deve passar por reflexões a respeito da finalidade e objetivo da atividade profissional. “Esse tipo de questionamentos não deve ser só interno, mas também compartilhado com colegas, chefes e gestores. Quando isso acontece muitas vezes surgem ideias e novas formas de relacionamento e interação no ambiente profissional”.
Ao explanaram sobre como o lado emocional pode ser um aliado nas relações profissionais, os participantes destacaram a empatia. Segundo eles, ter atitude empática é fundamental para que as pessoas consigam compreender o posicionamento de seus colegas no ambiente de trabalho. Durante a live Vianna e Natasha ainda responderam a perguntas dos internautas.
Confira abaixo na íntegra o encontro virtual:
https://www.youtube.com/watch?v=ClyLxG3Pm88&t=630s
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