Depois da confirmação do primeiro caso do Covid-19 no Brasil, empresas já começam a se movimentar para atender os beneficiários com suspeita da doença e tirar dúvidas sobre o vírus.
Na última terça-feira, 25 de fevereiro, foi confirmado pelo Ministério da Saúde o primeiro caso do coronavírus (Covid-19) no Brasil. O paciente é um homem que mora em São Paulo, tem 61 anos e veio recentemente de uma viagem a trabalho da Itália. Esse é o primeiro caso da doença no país e em toda a América Latina.
Em coletiva realizada com a grande imprensa, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o idoso estava sem nenhum sintoma da doença e, depois de alguns dias após voltar de viagem, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Antes de comparecer ao hospital, o paciente havia participado de uma reunião familiar com 30 pessoas, que agora estão sendo observadas pelo Ministério.
De acordo com Mandetta, as pessoas que estavam no avião com o homem diagnosticado com o coronavírus não serão colocadas em quarentena. Contudo, alguns viajantes devem ficar atentos aos sintomas. A partir da poltrona onde o paciente viajava, serão monitorados os passageiros dos lados e das duas fileiras à frente e atrás.
O paulistano veio no voo AF 454 da Air France, que deixou Paris em 20 de fevereiro e chegou ao aeroporto de Guarulhos em 21 de fevereiro. A companhia aérea afirmou ter sido notificada pela Anvisa.
Sendo assim, algumas operadoras de saúde já estão preparando um plano de contingência para atender seus beneficiários infectados com o Covid-19 e tirar dúvidas dos pacientes sobre qual a melhorar conduta a ser tomada em caso de sintomas.
Segundo a assessoria de imprensa da Amil, a operadora está preparada para lidar com a chegada do coronavírus no Brasil, alinhada com os protocolos do Ministério da Saúde e em constante acompanhamento das atualizações sobre o tema. As unidades hospitalares que compõem o grupo estão orientadas quanto ao fluxo de notificação de casos suspeitos às secretarias de saúde e suas equipes receberam treinamento sobre como identificar, isolar e tratar casos suspeitos.
Além disso, uma série de comunicados também estão sendo disparados para colaboradores, pacientes de hospitais e beneficiários do plano de saúde, com explicações sobre formas de transmissão, sinais e sintomas de infecção e dicas de prevenção. Todas as informações técnicas são acompanhadas e validadas por um comitê formado por médicos infectologistas, especialistas em medicina baseada em evidências e em controle de infecções hospitalares e profissionais de comunicação.
*Imagem/Reprodução/REUTERS.
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