A Bradesco Seguros, braço para o setor do Banco Bradesco, está estudando o uso de blockchain para criar uma rede segura para o compartilhamento de informações entre outras instituições na área de seguros no Brasil.
Embora nem o banco nem a seguradora tenha fornecidos detalhes adicionais sobre o projeto o Cointelegraph levantou que a iniciativa prevê que diferentes instituições que devem compor a rede montada pela Bradesco Seguros, possam formar um ‘big data’ do usuário, com a inserção de documentos e compartilhamento de informações de modo que todos os participantes da rede possam consultar e validar os documentos.
Desta forma, um cliente, por exemplo ao fazer o seguro com determinada empresa que integra a rede, quando for utilizar outra seguradora, também vinculada a plataforma em blockchain, não precisará fornecer novamente a documentação tendo em vista que a nova seguradora poderá consultar a documentação já fornecida eliminando custos operacionais.
“O objetivo é permitir a transferência de dados imutáveis entre as empresas aumentando a confiabilidade e simplificando os processos”, destacou Curt Zimmermann, diretor responsável pelas áreas de TI e operações do grupo no ano passado em um evento sobre blockchain.
Ainda segundo Zimmermann o Bradesco Seguros vem promovendo uma estratégia de inovação no qual Blockchain é um dos três pilares fundamentais da instituição, ao lado de digitalização e inteligência artificial.
“O segmento de seguros vive um momento de transformação, com novos entrantes, nascidos no berço digital e estamos no caminho certo nessa arena. Tudo tem de caminhar em alta velocidade. Inteligência artificial, digital e blockchain estão batendo à porta”, destaca.
Atualmente segundo informações, o projeto vem sendo executado em um ambientes de testes mas deve ser lançado pelo Bradesco Seguros em 2021. Atualmente vem sendo testadas as blockchains do R3, o Corda, além do Hyperledger.
Como noticiou o Cointelegraph, o Bradesco vem desenvolvimento diversas aplicações usando a tecnologia blockchain. Além de participar da Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional, que já utiliza a aplicação em blockchain deviceID, a instituição também usa a Ripple em um sistema de remessas internacionais para o Japão e é um dos principais propagadores e apoiadores do R3 no Brasil.
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