O Sincor-SP realizou no dia 29/11 um almoço com a imprensa especializada para confraternizar e fazer um balanço do ano de 2019. Na oportunidade, Alexandre Camillo, presidente da entidade, disse que desde a publicação da MP que desregulamentou a profissão diversas reuniões e medidas têm sido adotadas. “A MP não extingue a profissão. Isso tem sido muito trabalhado. Tenho certeza que vamos sair fortalecidos. Nossos movimentos jurídicos ou políticos farão que volte a regulamentação da profissão exigindo qualificação, estudo e registro, mesmo que com adaptações”, aposta.
O executivo também afirmou que a decisão da Susep que desregulamentou a profissão do corretor de seguros afetou a todos e isso aproximou as lideranças do setor. “Eu e Armando decidimos dar as mãos e priorizar o coletivo para superar os desafios. Nesses 40 anos que estou no mercado, talvez nunca tenha visto uma medida que teve um impacto tão intranquilizador”, resumiu.
Camillo vê com otimismo a derrubada da MP 905, do programa Verde e Amarelo de estímulo ao emprego. “A MP tem muita fragilidade jurídica. Já foram protocoladas 4 Adi’s (ação de inconstitucionalidade)”, disse. Para ele, o governo teve boa intenção em gerar empregos, mas talvez tenha sido precipitado.
O presidente do Sincor-SP alertou que a luta é pela volta da lei e, segundo explicou, os dirigentes trabalham com três cenários: via Congresso quando a presidência da Casa devolveria a MP inteira, partes da MP ou o Congresso pede constituição de uma comissão especial para apreciar a MP. “Nesse caso, temos de unir esforços com atuação do deputado Lucas Vergílio e, nesse momento, vemos como é importante ter um representante”, relatou.
Camillo lembrou ainda que o corretor de seguros é mão de obra qualificada com custo zero para a seguradora. “Temos um caminho construído. O seguro tem um espaço gigante que ainda precisa ser ocupado. Lutar pela regulamentação e qualificação do corretor de seguros não exclui a evolução do mercado”, ressaltou.
O executivo também pontuou que o sindicato registrou enorme queda de receita que obrigou a fazer uma reestruturação das regionais. “Fomos levando 2019 com muitas atividades, cumprindo a agenda com cafés, fórum de oportunidade que teve inovação ao levarmos CEO’s de companhias para o interior. O fórum está se consolidando como um dos maiores do setor: são 2800 corretores participando”, pontuou.
Ele lembrou ainda que a sede do Sincor-SP teve as instalações destruídas devido a um incidente no prédio. “Apesar disso tudo, o saldo é positivo. O Sincor-SP cumpriu sua agenda e seus compromissos. Isso só foi possível com a compreensão de todos, inclusive com os amigos das outras entidades”, frisou.
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