Apesar da baixa cultura em relação à proteção de dados, cresce a procura por seguros contra riscos cibernéticos.
A edição 909 da Revista de Seguro da CNseg traz matéria apontando que 30% das empresas brasileiras já foram alvo de incidentes cibernéticos. Além disso, de acordo com firma de segurança cibernética, em 2017, o Brasil ficou atrás apenas da China em termos de perdas financeiras provocadas por ataques cibernéticos, com 61% da população adulta conectada já tendo sido vítima de cibercrime, totalizando R$ 80 bilhões de prejuízos.
Segundo especialistas ouvidos pela Revista, o Brasil ainda não possui uma cultura em relação à proteção de dados, mas o cenário está mudando. Em 2014, foi aprovado o Marco Civil da Internet e, em 2010, entrará em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); regulamentando os processos de coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de informações digitais.
De acordo com o coordenador da Comissão de Linhas Financeiras da FenSeg, Luiz Galrão, a LGPD pode ser considerada um divisor de águas no segmento de seguros contra riscos cibernéticos. “As obrigatoriedades contidas na LGPD e a crescente preocupação das empresas com a segurança de dados têm elevado o número de cotações e de efetivação de negócios nas seguradoras”, afirmou ele. Apesar da falta de dados oficiais sobre o mercado de seguros contra riscos cibernéticos, que ainda é incipiente, estima-se que possa chegar a R$ 100 milhões/anos até 2024.
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