11 de dezembro de 2014
O Presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS) está de bem com a vida. Um ano após ser eleito, Ricardo Pansera mostra-se satisfeito com os resultados alcançados nos últimos meses e não poupa elogios para os companheiros de diretoria. Com um estilo firme e, ao mesmo tempo, agregador, o líder dos Corretores gaúchos acredita em um futuro promissor para o Mercado de Seguros, com crescimento constante e muito trabalho em 2015. Em entrevista exclusiva ao Seguro Gaúcho, o Presidente do Sincor-RS fala sobre o ano de 2014 e os planos da entidade para o futuro. Confira:
Seguro Gaúcho: Como o senhor avalia o primeiro ano da sua gestão na presidência do Sincor-RS? Os resultados almejados foram alcançados?
Pansera: Graças a Deus, fui contemplado com uma equipe de diretoria bastante participativa e eficiente. Posso afirmar que cada pasta cumpriu com os seus objetivos, razão pela qual foi possível investir fortemente em palestras e treinamentos, especialmente no interior do Estado. Foi um ano bastante marcante, que iniciou com a aprovação, em nível nacional da Lei do Desmonte, que poderá resultar em novos produtos atrativos de Seguro auto para os Corretores; também a comemoração dos 50 anos da lei que regulamentou a profissão do Corretor de Seguros; e, por fim, a inclusão da atividade do Corretor de Seguros no SuperSimples, e na tabela III, a mais favorável deste sistema de tributação. Contudo, o Sincor/RS ocupou o seu espaço politicamente, em conjunto com a Fenacor e demais Sincor’s, aglutinando os Corretores de Seguros para a conquista destes objetivos de suma importância para a nossa classe.
Seguro Gaúcho: Quais foram as maiores dificuldades encontradas no período?
Pansera: Nada é fácil e todas as conquistas geram articulações, planejamento e trabalho. À frente de um grupo formidável de diretores, podemos afirmar que não encontramos barreiras intransponíveis ou dificuldades que nos fizessem esmorecer. A estrutura do Sincor/RS já encontrava-se preparada administrativamente e o nosso desafio foi prosseguir com o eficiente trabalho que o Marini (Celso Marini, ex-presidente do Sincor-RS) desempenhou durante a sua gestão.
Seguro Gaúcho: Na Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 28 de novembro, o orçamento para 2015 foi aprovado por unanimidade. O senhor acredita que isto é um sinal de que a categoria esta unida?
Pansera: Sem sombra de dúvida, vejo que a união para os mesmos objetivos é a atitude soberana entre os colegas Corretores de Seguros aqui no Rio Grande do Sul. Esta questão da aprovação do orçamento de gestão da entidade é um ótimo sinal, porém, estou consciente do peso da nossa responsabilidade e compromisso em melhor administrar a entidade dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul.
Seguro Gaúcho: O senhor está satisfeito com o trabalho que vem sendo realizado pelos membros da diretoria do Sincor-RS e pelos delegados regionais?
Pansera: Além dos incansáveis parceiros diretores, aos quais muito devo pelos resultados alcançados de nossas ações, não posso deixar de registrar o eficiente quadro de colaboradores da entidade. Os dois pilares se complementam e tornam o Sincor/RS um dos mais importantes sindicatos da categoria do País.
Seguro Gaúcho: Qual é a sua opinião sobre o sistema de multicálculos?
Pansera: Defendemos o uso desta ferramenta tecnológica para o Corretor de Seguros obter uma ampla visão das condições comerciais das suas principais seguradoras parceiras de negócios. Jamais para buscar o menor preço, pois o Corretor profissional e especializado tem plena consciência de que o preço não é o principal determinante no produto Seguro auto. O Corretor já realiza uma considerável pesquisa de mercado e o multicálculo irá proporcionar um excelente ganho de tempo útil, proporcionando assim, a oportunidade de busca de novos negócios. Portanto, considero o multicáculo uma tecnologia avançada do nosso mercado, bom para o Corretor e, conseqüentemente, bom para as seguradoras.
Seguro Gaúcho: Na última semana, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a aprovação de projeto que dá aos transportadores autônomos de cargas e pessoas o direito de se organizarem em associações e criarem um fundo para que o dinheiro arrecadado seja usado na prevenção e reparação de danos causados por acidentes, incêndio ou furto do caminhão. Qual é a posição do Sincor-RS sobre este tema?
Pansera: Para aqueles que são proprietários de caminhões, certamente dirão que trata-se de uma grande atitude do Senador. Na prática, tudo isto é muito lindo, maravilhoso e bastante popular. Todos nós, cidadãos brasileiros, gostaríamos de pagar menos por todos os bens, produtos e serviços que adquirimos. No entanto, não é possível deixarmos de considerar que estamos integrados em um país cuja economia nos impõe um dos mais elevados tributos do mundo. Neste sentido, questiono: é justo um sistema produtivo, como o Mercado de Seguros, pagar para operar toda a carga de IOF, ISSQN, PIS, COFINS, IRPJ + adicional s/IR, contribuição social e outros, enquanto grupos chamados de associações ou cooperativas são isentos de tudo isto? Claro que, sem a incidência de todos estes pesados encargos, gera uma considerável diferença de custo final. Sem falar ainda de uma questão que consideramos crucial, pois o Mercado de Seguros é regulamentado e fiscalizado pela Susep, o que deixa o consumidor de Seguros amparado no que diz respeito ao cumprimento dos direitos e obrigações dos contratos de seguros.
Seguro Gaúcho: Quais são os planos da Diretoria do Sincor-RS para 2015?
Pansera: No ano próximo teremos grandes desafios. Além de dar prosseguimento às palestras e treinamentos que visam qualificar os Corretores, planejamos também a programação de dois seminários, a serem realizados no interior do estado e a programação do XI Encor, previsto para os dias 11 e 12 de junho, na cidade de Gramado, com excelente expectativa de público, já que as reservas já começaram a acontecer.
Seguro Gaúcho: Que mensagem o senhor deixa para os Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul neste final de ano?
Pansera: O setor de Seguros é uma espécie de termômetro da economia. Embora a perspectiva de um apático crescimento do setor produtivo, que gera novos negócios e receitas para a aquisição de bens seguráveis, o Corretor de Seguros é um profissional com uma enorme capacidade de buscar nichos ainda pouco explorados. Assim, creio que a exemplo de 2014, teremos um ano em que o Mercado de Seguros supere o PIB nacional, trazendo crescimento real para o nosso setor. Com este alento, aproveito a oportunidade para desejar a todos os colegas um ano de 2015 com fartura nos negócios e muitas realizações na vida profissional e pessoal.
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