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Comissão criada pela Susep acompanha inovações

A disruptura irá acontecer, mas ela não pode atravessar um mercado no qual há regras. A afirmação, feita p ...



Geral
16 de março de 2018

A disruptura irá acontecer, mas ela não pode atravessar um mercado no qual há regras. A afirmação, feita pelo superintendente da Susep, Joaquim Mendanha, retrata bem a visão da autarquia, que trata esse assunto com prioridade, mas, ao mesmo tempo, entende que qualquer avanço deve ser precedido pelo necessário e amplo debate com todos os segmentos do mercado.



Não por acaso, a Susep criou, em julho do ano passado, a Comissão Especial de Inovação e Insurtech, que tem forte participação do mercado por meio de representantes da Fenacor, Escola Nacional de Seguros, CNseg e três de suas quatro federações associadas (FenSeg, FenaPrevi e FenaCap); Fenaber (Federação Nacional das Empresas de Resseguros); ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e An-Re – Associação Nacional das Resseguradoras Locais.

A Comissão poderá criar subcomissões temáticas para tratar de assuntos específicos, quando julgar conveniente. Além disso, deverá ter caráter permanente, uma vez que a norma que a criou (Portaria 6964/17 da Susep) não estabelece prazos para a conclusão dos trabalhos.

Para Mendanha, novas ferramentas e inovações de forma geral são bem-vindas, desde que tenham como foco a melhoria das relações entre os agentes do mercado. “Já existem sistemas que auxiliam o corretor de seguros no seu trabalho. E se novas ferramentas chegam para ampliar a abrangência da indústria do seguro para outros consumidores, é um movimento muito bem-vindo”, assinala o superintendente da Susep, para quem esse quadro significa “crescimento de mercado”.

Na avaliação dele, não há dúvidas de que inovar é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros e para “o esclarecimento dos seus consumidores”.

Joaquim Mendanha tem reiterado que o órgão regulador em momento algum é contra a inovação. “O que não pode ser aceito, em hipótese alguma, é que empresas entrem no mercado de seguros sem a autorização do Estado, devidamente calçadas pela legislação”, acentuou, por exemplo, ao participar de talk show no 20° Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado em Goiânia (GO); em outubro de 2017.

Na ocasião, ele assegurou ainda que a Susep tem agido “energicamente contra isso” (a atuação irregular de empresas no mercado).





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