Rivaldo Leite: o convidado especial da mesa redonda do CQCS

29.05.2020 - Fonte: Seguro Gaúcho

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O CQCS estreou em seu canal no Youtube o programa Mesa Redonda do Seguro na tarde de quinta-feira, 28 de maio. E o primeiro participante da nova atração que aconteceu em uma plataforma digital foi o vice presidente de marketing da Porto Seguro e presidente do SindSeg SP, Rivaldo Leite. A live teve a mediação de Gustavo Dória Filho.

Ao estilo do Roda Viva da TV Cultura, o programa contou com a participação de jornalistas do segmento de seguros. O time de entrevistadores foi formado por Denise Bueno, fundadora do blog Sonho Seguro; Kelly Lubiato, diretora da revista Apólice; Júlia Senna Carvalho, editora-chefe do JRS; Jorge Clapp, jornalista do CQCS; Paulo Kato, editor-executivo da revista Cobertura; e Sérgio Carvalho, editor do Jornal Nacional de Seguros (JNS).

Dória argumentou que o Mesa Redonda surgiu para promover a integração de profissionais da área. “Esse programa nasceu para garantir que a indústria que envolve o seguro esteja sempre municiando, através de conteúdos e informações, corretores, seguradores, prestadores de serviços e outros profissionais do segmento”.

Clapp do CQCS questionou a Rivaldo como ele imagina que será o mercado após o período de pandemia. E se o setor finalmente atingirá o patamar que já existe nos chamados países desenvolvidos. O executivo respondeu que apesar de toda a sociedade atravessar um período preocupante e sem precedentes, em momentos de crise sempre surgem oportunidades. “Não acredito que teremos uma virada total em curto espaço de tempo, mas entendo que estamos tendo vários aprendizados. Já na comparação dos mercados interno e externo, em números estamos ainda bem distantes deles. Contudo, fico otimista ao ver nosso mercado falando em produtos, possibilidades e coberturas novas”.

A jornalista Kelly, da Apólice, fez um questionamento a respeito da volta ao trabalho dos colaboradores das seguradoras, perguntando se o retorno será ou não escalonado. O executivo respondeu que independe de determinações governamentais, cada corporação deverá criar seu modelo de reabertura. “As empresas precisam se estruturar para retomarem as operações existentes no dia a dia. Nosso segmento se adaptou bem e de maneira rápida a nova realidade, pois o home office funcionou com eficiência”.

Denise, do Sonho Seguro, quis saber a respeito das iniciativas do SindSeg-SP para auxiliar o corretor a levar a proposta mais correta ao cliente, já que o distanciamento social vem dificultando as ações desse profissional. Rivaldo enalteceu a força do contato digital, argumentando que essa modalidade também aproxima as pessoas. “O mercado vem falando muito de um contato digital humanizado. Como exemplo cito a conversa via WhatssApp com a presença do vídeo, que torna o contato bem mais próximo do que simplesmente falar ao telefone”.

O entrevistado apresentou opções comerciais para os corretores. “A demanda por seguro de vida está muito forte, assim como a procura de seguros voltados para o risco cibernético. Com o aumento de operações no modo remoto, as pessoas ficam mais expostas na internet, aumentando o risco de vazamento de dados pessoais e profissionais”, explicou. Rivaldo ainda citou outra demanda. “Nosso mercado vem registrando muita movimentação na carteira de responsabilidade civil (RC)”.

Já Kato, da revista Cobertura, ao abordar as novas oportunidades do mercado segurador relembrou que o atual momento seria propício para a retomada de um tema direcionado a questões sociais, como o micro-seguro. Rivaldo respondeu que as seguradoras têm necessidade de se reinventarem e oferecerem produtos com preços menores. “Em função do momento atual, da real oportunidade de oferecermos produtos mais populares o micro-seguro deverá crescer. Com tantos meios de pagamentos que surgiram o corretor poderá e deverá adicionar essa modalidade para a comercialização”, ressaltou o executivo.

Senna, do JRS, indagou se em relação à nova realidade em que existe o distanciamento social, de que maneira as seguradoras irão se adaptar ao corretor de seguros já que o mercado sempre trabalhou promovendo muitos eventos. O executivo reconheceu que o momento é delicado e que a pandemia surpreendeu o mercado. “Tivemos vários eventos agendados em todo o Brasil que tiveram suas datas transferidas, inclusive para o próximo ano. Alguns eventos tradicionais serão realizados pelo modo remoto. Estamos em um novo mercado que está se adaptando, pois a realidade ainda é nebulosa para fazermos prognósticos. Precisamos ser cautelosos”.

Durante o diálogo entre os jornalistas e o entrevistado foram debatidos vários tópicos como a rápida adaptação das companhias seguradoras ao migrarem seus colaboradores para o trabalho no modo home office, o surgimento de novas alternativas de produtos para os corretores de seguro e necessidade do trabalho remoto na captação de clientes devido ao distanciamento social.

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