Pesquisa aponta que brasileiro é o que menos tem seguro para proteção pessoal e familiar

13.02.2020 - Fonte: CQCS

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Um levantamento feito pela Zurich, em parceria com a Universidade de Oxford, mostra que ainda é baixo número de brasileiros que têm um seguro para proteção pessoal e familiar e fazem uma reserva financeira para o futuro. De acordo com a pesquisa, mais da metade (53,9%) não têm nenhum tipo de seguro de vida ou de proteção de renda. O dado, que consta no estudo global “People Protection: insigths sobre como capacitar uma força de trabalho ágil”, realizado com 18.000 indivíduos (1.145 do Brasil) de 20 a 70 anos com alguma ocupação no mercado de trabalho em 16 países, também registra que a vulnerabilidade dos brasileiros está acima da média mundial (36%).

Segundo o levantamento, os brasileiros participantes têm uma renda mensal média de R$ 5.561,90. E quando se faz uma análise da aquisição de produtos, o seguro de vida, por exemplo, é um instrumento de proteção de apenas 8% dos entrevistados. Já em relação ao seguro de proteção financeira, só 4% dos brasileiros entrevistados dizem ter.

“No contexto geral, existe uma grande lacuna de proteção tanto para homens quanto para mulheres, quando se fala em seguros. O estudo indica que, globalmente, 2 em cada 5 mulheres, e 1 em cada 3 homens, não estão segurados”, diz Fabiano Lima, diretor de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich.

A pesquisa também mapeou o total de brasileiros que tem um plano de previdência privada. Dos 1.145 trabalhadores entrevistados, 20% contratou um plano para complementar renda no futuro. Comparado com outros países como Alemanha, Irlanda e Romênia, por exemplo, os brasileiros ficam atrás. Na Alemanha e na Irlanda, 43% têm um plano de previdência privada e na Romênia, 41%.

O estudo aponta ainda que as mulheres estão menos protegidas do que os homens. Das brasileiras que responderam à pesquisa, 59% não têm nenhum tipo de seguro. Entre os homens, o índice é menor e só 50% os têm. De acordo com o levantamento, o índice de aquisição de produtos de proteção entre os brasileiros fica abaixo da média global que é de 40% entre as mulheres e 33% entre os homens. “É uma grande oportunidade para orientar as pessoas sobre a importância de uma proteção para a renda familiar e conscientizá-los que seguros e previdência são produtos complementares que garantem o sustento da família”, afirma Fabiano Lima.

A coleta de dados online aconteceu de fevereiro a março deste ano com grupos divididos em jovens da geração millennials (20-29 anos), adultos da geração millennials (30-39 anos), adultos da geração X (40-54 anos) e baby boomers (55-70 anos) do Brasil, México, Austrália, Reino Unido, Irlanda, EUA, Espanha, Itália, Alemanha, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Hong Kong, Romênia, Japão e Finlândia.

A pesquisa pondera que, em alguns países, os produtos têm um menor índice de aquisição porque os trabalhadores contam com proteção social do governo. Porém, ainda assim, há uma tendência de procurarem uma proteção adicional.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa “People Protection: insigths sobre como capacitar uma força de trabalho ágil”, que traz esses dados mais recentes, é um desdobramento de outro estudo, o “Agile Protection – Proteção social: do frágil ao ágil”, que analisa estratégias de proteção de renda dos indivíduos, divulgado em junho de 2019.

As publicações fazem parte do projeto Agile Workforce Protection, desenvolvido pela Zurich e Universidade de Oxford, que analisa as decisões financeiras e profissionais dos individuos diante das profundas mudanças no mercado de trabalho, e o papel do seguro de vida e da previdência privada no planejamento de longo prazo dos entrevistados dos 16 países.

Em 2020, em uma nova rodada, o estudo vai tratar de outros temas do ponto de vista dos empregadores em um levantamento sobre políticas e práticas em diversos países, e como as circunstâncias específicas de cada país podem estruturá-las.

Posteriormente, a seguradora e a universidade publicarão uma série de recomendações para melhorar a proteção financeira dos indivíduos – inclusive trabalhadores com empregos não-tradicionais. As recomendações serão direcionadas a governos, empregadores, seguradoras e outras instituições financeiras e intermediárias, assim como a indivíduos e famílias.

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