A Internet das Coisas (IoT) e o futuro do mercado de Seguros

16/05/2018 / FONTE: CQCS

pexels-photo-893896A revolução digital tem afetado a vida das pessoas e das empresas. Estudos já apontaram, por exemplo, que a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) já é uma realidade e influencia seguradoras e Insurtechs que apostam na Internet das coisas com lançamento de novos produtos e modelos de seguros. As companhias enfrentam o desafio de adequar a tecnologia em seus produtos oferecendo novas experiências e possibilidades a seus clientes.

Essa nova possibilidade implica em uma quebra de paradigma no relacionamento com o cliente. A internet das coisas permite a criação de produtos personalizados que tenham foco na prevenção, inovação e modelos de negócios.

Essa revolução é muito clara, por exemplo, no seguro auto. Automóveis estarão conectados e isso permitirá que as seguradoras possam avaliar riscos e perfis de contratação e assim precificar de maneira mais específica e oferecer coberturas altamente personalizadas. E, com isso, baratear o seguro de acordo com cada perfil.

O monitoramento cria um ambiente em que as operadoras poderão ser mais proativas, enviando alertas sobre possíveis problemas mecânicos antes mesmo que eles apareçam, sobre comportamentos de risco e trajetos suspeitos ou ainda acionando o resgate imediato ao detectar o acionamento dos airbags de um veículo segurado.

A internet das Coisas é um divisor de águas no modo de vida das pessoas. A consolidação dessas tecnologias abre um caminho para inúmeras mudanças. Os carros autônomos vão provocar uma revolução na subscrição de riscos dos veículos já que não haverá motorista, e novos parâmetros precisarão ser estabelecidos.

No ramo de saúde, outra revolução pode acontecer. Com a tecnologia pessoal, as fit techs que ajudam a monitorar o ritmo cardíaco, passos andados, degraus subidos e outras métricas relacionadas a atividade física colocando na mão do usuário ferramentas que podem ajudá-lo a cuidar da saúde. Essas informações podem fazer diferença no seguro saúde já que uma pessoa com atitudes saudáveis como medidas preventivas pode fazer um uso mais racional do plano ou ainda ser considerado um usuário “de risco menor”.

A internet das coisas tem potencial para mudar o modelo tradicional de negócios no setor de seguros e modernizar os processos, especialmente na avaliação de riscos. Outro exemplo? Em seguro de transportes. O uso de sensores aplicados em veículos particulares ou comerciais, nas cargas em movimentação, será possível medir distâncias viajadas, velocidade praticada, frequência e intensidade das curvas e freadas (estilo de direção).

Os sistemas de informação geográfica, por meio de satélites ou drones, podem informar dados geofísicos, topográficos, climatológicos e hidrológicos, além de acompanhamento de tráfego aéreo e fenômenos atmosféricos. Ainda no campo de sensores, eles podem ser instalados em fábricas, depósitos, escritórios e residências para medir temperatura, detectar movimento etc.

Todas essas aplicações terão impacto na subscrição de riscos, afinal, a oferta e diversidade de dados vai aprofundar o conhecimento e precisão dos riscos já que as novas modelagens vão capturar essas visões instantâneas e no tempo para aprimorar suas avaliações e precificar com mais acurácia.

Os desafios do mercado segurador

O mercado de seguros tem como uma das características a tradição e um dos desafios atuais é ser inovador e disruptivo. Como inovar assim? A indústria de Seguros é centrada em dados. São eles que ajudavam até agora fazer a gestão dos sinistros e também o gerenciamento de riscos.

Com a internet das coisas, os dados ganham mais informações e trazem uma nova dimensão. O desafio é como processar esse mix de dados de forma que eles possam contribuir para a tomada de decisões. Uma boa gestão de dados pode contribuir para encontrar soluções, ferramentas, metodologias e fluxo de trabalho que ajudem a capacitar as Seguradoras nesse novo mundo novo.

É uma mudança no modelo de negócio e talvez seja esse o dilema dos seguradores: como equilibrar os benefícios da prevenção de riscos e menos sinistros advindos da nova leitura da internet das coisas que vão refletir na redução dos prêmios?

Será necessário que se criem novas fontes de receitas. Seguradores vão encontrar novos competidores focados nessas novas oportunidades: montadoras, empresas de segurança patrimonial, sem falar dos gigantes do mundo digital (Google, Amazon).

Os dados monitorados e obtido pela internet das coisas vão permitir melhor entendimento e gestão dos riscos. E aí surge uma nova discussão: onde fica a privacidade? Toda essa discussão está permeando o mercado de seguros.  Além delas, há a questão da segurança dos dados e da fraude já que a transmissão dos dados será aberta e, portanto, deixam os dados mais vulneráveis. Por isso, muitas empresas têm investido fortemente na segurança e proteção contra fraude.

Enfim, uma nova fase no mercado de seguros está começando. Nessa discussão de dados, por exemplo, quando se pensa no seguro de pessoas, a privacidade as avaliações de saúde obtidas com os aplicativos de saúde, somados aos questionários de avaliação de saúde vão revelar padrões e identificar riscos que afetarão preços e recomendarão programas de promoção de bem-estar que podem ser estendidos para planos de aposentadoria feitos sob medida.

Isso mostra que há um campo fértil de oportunidades em diversos setores, sejam nos riscos, no controle de frotas, monitoramento e até na prevenção de impactos sobre desastres naturais.

Oportunidade

Uma boa opção para quem quer saber mais sobre IoT e entender as oportunidades que esta tecnologia traz para os profissionais do mercado segurador é a Insuretech Connect 2018, que acontecerá nos dias 2 e 3 de outubro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Além das principais novidades do setor, a convenção oportunizará aos participantes a chance de parcerias e novos negócios.

Pelo segundo ano o CQCS é parceiro oficial da convenção, oferecendo condições especiais para inscrição do evento, com desconto de até 400 dólares para quem se inscrever até o final de abril, e um pacote que inclui passagens áreas, hospedagem, curadoria para feira e ainda uma pré conferência exclusiva para brasileiros.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail itc@cqcs.com.br.

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