Porto aposta em seguro segmentado e tecnologia para atrair mais clientes

07.11.2018 - Fonte: DCI via Sindseg SP

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O DCI completa que a aposta em novas tecnologias e produtos segmentados tem trazido maior eficiência para a Porto Seguro. A depender do andamento das reformas necessárias no governo, a expectativa da seguradora é de um crescimento mais significativo nos prêmios em 2019.

O resultado operacional da Porto Seguro no terceiro trimestre, por exemplo, atingiu os R$ 312,8 milhões, um aumento de 89,8% em relação a iguais três meses do ano passado (R$ 164,8 milhões).

No acumulado dos nove meses do ano, esse resultado soma R$ 895,6 milhões, alta de 213,3% na comparação com igual intervalo de 2017, quando era R$ 258,9 milhões.

De acordo com o diretor geral da Porto Seguro, Marcelo Barroso Picanço, além de ter conseguido fechar o ciclo de reajuste de preços nos seguros automóveis, a empresa também começa a atuar mais fortemente em produtos diferentes, que sejam mais simples e específicos.

‘Além de começarmos uma trajetória de recomposição no auto, também começamos a atuar com as necessidades dos clientes de um jeito mais segmentado como um passo inicial ‘, explicou.

Bastante impactados pela crise (que reduziu a venda de automóveis novos e, consequentemente, a contratação de produtos) e pelo reajuste de preços, as apólices de automóveis – o carro chefe da seguradora, com 65,1% dos prêmios – atingiu, neste trimestre, o maior patamar na frota segurada em mais de um ano.

‘Alcançamos 5,4 milhões nesse último trimestre. A recuperação ainda é modesta, mas a tendência é de que consigamos melhores resultados daqui para frente’, completa.

Os prêmios auferidos nos seguros automóveis (+3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2017, para R$ 2,524 bilhões) vieram, principalmente da Azul (+15,4%, para R$ 769,8 milhões) e Itaú (+10,6%, para R$ 654,4 milhões). O segmento premium, por sua vez, caiu 7% na mesma relação, de R$ 1,182 bilhão para R$ 1,099 bilhão.

Em seguida, vieram as operações de crédito e financiamento, que avançaram 25,1% na mesma relação, de R$ 265,8 milhões para R$ 332,5 milhões.

Por fim, o seguro saúde teve alta de 18,8%, de R$ 291,8 milhões para R$ 346,8 milhões.

Da outra ponta, porém, enquanto a captação bruta da previdência teve aumento de apenas 1,8% (para RS 190,1 milhões) e os prêmios dos seguros patrimoniais subiram somente 1,2% (para R$ 373,5 milhões), o seguro de pessoas (conhecido como Vida Risco) registrou uma retração de 12,1% na mesma comparação, de R$ 213,7 milhões para um total de R$ 187,8 milhões.

‘Em termos de resultado de margem, os produtos estão bem encaixados e, apesar de nossa prioridade ser crescimento, nós não ficamos imunes à crise’, afirma Picanço.

Ele reforça, também, que temas como a pouca penetração de seguros na cultura brasileira, a falta de informação de seguros para o consumidor e a renda familiar ainda baixa também colaboram para limitar os avanços da seguradora.

‘Acreditamos que agora, com uma agenda um pouco mais vigorosa da economia e o endereçamento de reformas, principalmente a da Previdência, teremos espaço para crescer não apenas em prêmios, mas até mesmo em market share’, avalia o executivo.

Para ele, mesmo que a reforma previdenciária não tenha resultados logo no curto prazo, apenas a discussão sobre o assunto já ‘desperta’ a curiosidade e a busca das pessoas por alternativas à aposentadoria.

‘Não precisamos esperar nem que avance a votação da reforma da Previdência para percebermos as pessoas se interessarem e começarem a buscar informações’, comenta Picanço, reiterando que, mesmo assim, no entanto, o crescimento mais robusto e firme deve vir apenas com o andamento da economia.

Resultados financeiros

A receita total da seguradora atingiu os R$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre deste ano, aumento de 2,3% em relação a igual período de 2017, quando marcava os R$ 4,4 bilhões.

A sinistralidade média da Porto Seguro, por sua vez, demonstrou um recuo de 3,9 pontos percentuais na mesma base de comparação, saindo de 54,4% para 50,5%.

Já os resultados financeiros, por sua vez, registraram queda de 52,6% em igual relação, de R$ 473,6 milhões para um total de R$ 224,5 milhões.

Segundo Picanço, apesar de os indicadores da economia se mostrarem melhores, a tendência é que a taxa básica de juros (Selic) – cuja queda foi em grande parte responsável pelo recuo dos resultados financeiros – continue baixa.

‘Assim, esse resultado deve continuar no mesmo patamar, dependendo também de como andar o mercado de ações e o andamento das reformas. De qualquer jeito, a expectativa é que 2019 seja um ano mais crítico e que o melhor direcionamento dos resultados venha só a partir de 2020’, conclui.

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