Impacto das novas tecnologias no Direito do Seguro é tema de seminário em Porto Alegre

14.09.2018 - Fonte: Seguro Gaúcho | Arthur Pacheco

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"Não há setor hoje que não seja impactado pelas novas tecnologias", foi o que enfatizou Wilson Engelmann, Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unisinos e Coordenador do Mestrado Profissional do Direito da Empresa e dos Negócios, no qual ele também leciona. A colocação foi feita no Seminário Internacional do Direito do Seguro que ocorreu nesta quinta-feira (13), no Campus da Unisinos, em Porto Alegre. 

Wilson foi um dos organizadores e palestrantes do evento. Segundo ele, "o objetivo é discutir com o pessoal que trabalha com o seguro os desafios trazidos pelas novas tecnologias para o segmento". Em sua palestra, questionou de que forma o segmento de seguros e do direito conseguiria adaptar-se e incluir esses tipos de tecnologia. 

Engelmann concluiu que não é possível prever o que vai acontecer, mas é preciso se prevenir da melhor maneira possível. "O certo é que essas tecnologias já estão sendo utilizadas em escala crescente, tanto no Brasil quanto no mundo, mas o segmento do seguro e do direito ainda estão observando, ficam presos a requisitos e pressupostos de uma era que hoje praticamente não existe mais". Para Wilson, há desafios. Além do ramo dos seguros, que precisará fazer apólices para novos e inexplorados produtos, o "direito tradicional está sendo desafiado a criar regulações modernas e flexíveis". 

 

Também responsável por promover o evento, Marcelo Leal é Presidente da Comissão de Seguros e Previdência Complementar da OAB/RS e Professor da Unisinos na Disciplina de Seguros. De acordo com ele, "o seminário foi feito para debater sobre o mercado securitário, discutir a contemporaneidade mas também como as seguradoras vão se preparar para o que está por vir". 

Como palestrante, abordou o aspecto regulatório do mercado de seguros e os retratos mundiais sobre a pauta. Ele ainda alerta sobre a urgência do tema. "Estamos falando de realidades globais que atropelam as entidades nacionais e as soberanias dos países. Realidade essa, que está no presente, é preciso pensar em ações imediatas", comentou. 

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