Entenda a relação do cenário atual do Ceará com o mercado de seguros

11.01.2019 - Fonte: CQCS I Ivan Netto

ceara e seguros

Há mais de uma semana, o Brasil vem assistindo ações criminosas contra ônibus, bancos, prefeituras, comércios e prédios públicos no Ceará. A grave situação preocupa e acende um alerta não só para a população cearense, mas também para os profissionais e empresas do mercado segurador.

“É uma questão maior de segurança pública e um estado de exceção à normalidade. Todo esse vandalismo ultrapassa os limites das apólices de seguros, mas o mercado segurador tem por tradição, mesmo não havendo cobertura em alguns casos, não declinar a cobertura e atender aos segurados, justamente pela função social”, comenta o consultor Sergio Ricardo, professor da FGV e Sócio-Diretor da Gravitas AP Consultoria e Treinamento.

Ele entende que os seguros de automóveis e de vida não devem criar mais dores de cabeça aos segurados em caso de indenização, mas os empresariais, dependendo da seguradora, podem significar restrições, já que há uma diferença entre o que é tumulto e vandalismo.

“Se for configurado vandalismo, isso pode ser uma exclusão da apólice, na cobertura de tumultos (se contratada), pois o ato significa um objetivo de depredação de quem o pratica e isso deixa de ser apenas uma consequência e sim o objetivo de quem cria o tumulto. Há, evidentemente, muitas discussões sobre o tema e o segurado ainda pode recorrer ao direito do consumidor em caso de negativa da indenização”, explica.

Para Sergio Ricardo, é fundamental que os corretores estejam atentos à situação e mantenham contato com seus clientes para orientá-los. “Os corretores de seguros têm obrigação, eu diria, de fazer contato com os seus clientes, chamando atenção para gravidade dos fatos, apelando para que eles tomem ações de proteção às suas famílias, seus amigos e seu patrimônio, em situações como essa”, finaliza.

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