Jane Lucas de Moraes

24/04/2017 / FONTE: Seguro Gaúcho | Anderson Fonseca

!cid_112A59E4-2F36-4EF3-8BAB-24EC3CD447EENatural de Soledade, Jane Lucas de Moraes hoje mora e trabalha na Capital gaúcha. Há 16 anos no mercado segurador, a corretora sempre investiu na sua qualificação profissional, é pós-graduada em direito de seguros pela FMP (Fundação do Ministério Público), graduada em administração com ênfase em gestão financeira, contabilista e corretora de seguros.

Iniciou sua carreira profissional em Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul, como bancária. Chegando a Porto Alegre, fundou uma empresa de assessoria atuando para os mercados supervisionados do Bacen (Consórcios e Financeiras). Após ganhar ainda mais experiência com o próprio negócio, ingressou no mercado de seguros como executiva na Seguradora Mutual, onde permaneceu como responsável pelo estado do Rio Grande do Sul por 14 anos. Após sua saída da Mutual, assumiu como sócia na Corretora CAJAN.

Atualmente é Diretora de projetos na CAJAN Corretora de Seguros, empresa que atua fortemente nos ramos de seguro prestamista de consórcios, seguros de proteção ao credor, quebra de garantia contratual e seguros de estipulação coletiva (Imobiliárias, Sindicatos, Cooperativas de eletrificação rural, e outros). Operam exclusivamente com PJ (Pessoa Jurídica).

Jane acredita que as maiores dificuldades enfrentadas pelo corretor, não advém do mercado externo e sim da própria categoria, onde um grande número de colegas ainda está trabalhando como fazia há dez anos, sem modernizar nas operações, no conhecimento de novos produtos, nos novos mercados que surgem, nas possibilidades e na qualificação técnica.

Para ela, ser um corretor não é ser apenas um intermediador ou fazer a interface entre uma Companhia Seguradora e o cliente. Ser corretor é ser um facilitador, um agente com profunda conexão com as demandas que surgem e as soluções possíveis que podem se apresentar. É o VISIONÁRIO que antevê os movimentos dos mercados.

Segundo Jane, é possível enfrentar a crises em vários níveis e em várias épocas. Todas elas têm um tempo de maturação e são passageiras.
Tendo esta consciência da impermanência das coisas, ela sempre vê a crise como um bom tempo para reflexões profundas sobre o nosso negócio, onde precisamos “remexer” as gavetas, tirando fora o que já não serve mais e incorporando novas “roupagens” à empresa.

Seu principal hobby é viajar, pois acredita que todas as vezes que saímos do nosso universo e entramos em contato com outras culturas, voltamos para casa, diferentes, mais tolerantes, mais afetivos e principalmente mais conscientes das diferenças que permeiam os indivíduos. Ou seja, voltamos melhores pessoas do que fomos.

Em seu tempo livre gosta de escrever. É escritora na UBE (União Brasileira de Escritores) e está no momento escrevendo uma obra que deve ser lançada em setembro ou outubro deste ano. Ela não vê dificuldade em conciliar a vida profissional com a pessoal, porque divide este tempo conforme as prioridades exigidas e os prazeres que cada momento traz. Garante que o tempo de Kronos é invenção do homem e, portanto, somos nós que o dominamos e não ele a nós.

Quando questionada sobre as iniciativas que tomou junto com sua equipe da corretora para enfrentar a atual crise econômica, ela destaca que a CAJAN tem a sua força motriz baseada no positivismo e na busca por soluções, então não vê em crise, vê em negócios saindo do mercado e novos negócios surgindo.

Diz que escolheu esta carreira porque acredita que além de realizar um trabalho que a satisfaz no aspecto funcional econômico, realiza um trabalho social de apoio a quem tem dificuldades. Porque entende que o seguro em si, carrega em sua essência um aspecto social grandioso.

Além de conhecer muitas pessoas que fazem um excelente trabalho no mercado de seguros, ela cita que uma pessoa em especial admira muito. A uma educadora Jane Mansur, responsável pela FUNENSEG RS. “Ela é idealista e batalha todos os dias, para que o mercado tenha profissionais capacitados tecnicamente e éticos nas suas ações, o seu trabalho ao longo dos anos à frente da FUNENSEG, fez e faz a diferença no mercado de seguros.”

Para finalizar a entrevista nos contou uma história curiosa que passou no mercado de seguros:
“Um segurado insatisfeito em um processo de regulação de sinistro, procurou diretamente a Filial da Seguradora onde eu era a gerente e adentrou gritando que queria falar com “o” chefe-responsável etc….
A assistente levou-o a minha sala e ao recebê-lo perguntando em que podia ajudá-lo, ele viu em um canto da sala ao lado o gerente comercial de contas (um homem) e respondeu, não quero falar com você moça, quero falar com o teu chefe aí ao lado, apontando o gerente.
A situação foi engraçada, porque levei-o a ele prontamente e ele respondeu, melhor você falar direto com ela, porque aqui é ela que manda, sou subordinado. O segurado ficou meio sem saber o que fazer e eu acabei rindo.”

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